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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vida não é sobre esperar a tempestade parar, é sobre aprender a dançar na chuva!


SORRIA

Calma, você não está sendo filmado!
É apenas para falar da importância do sorriso.
Sorrir não apenas muda sua expressão facial mas também faz com que seu cérebro produza endorfinas a qual reduz dores físicas e emocionais dando sensação de bem-estar.
Você sabia que quando você sorri sua face usa 16 músculos e quando você está sério ou estressado sua face usa 92 músculos?
Portanto trate de sorrir, senão vai ficar velho mais cedo!!!

FILHOS CARENTES, PAIS AUSENTES


Pai Ausente, Filho Carente!


Uma breve revisão desta leitura.
Algumas pessoas dizem: quero ter um filho. Outras dizem: quero ser pai/mãe.
Conseguem perceber a diferença?
No decorrer de nossas vidas vamos incorporando papéis, não somos apenas mulheres e homens, temos sempre nossas funções.
Nessa de se dizer quero ter um filho, pode ser que algumas dessas pessoas, um provável pai, acabe sendo ausente na vida do filho. Outro dia poderemos falar do papel da mãe. Hoje o livro e minha leitura falam desse buraco, da ausência na vida dos meninos quando eles não tem uma referência presente.
Muitas vezes pela própria ausência em si, outras vezes por problemas com drogas, alcoolismo, em outros casos pais nada afetivos e muito agressivos.
Devemos entender aqui que falar em afetividade não necessariamente nos referimos a pais que abraçam e beijam seus filhos. Afeto são demonstrações de cuidados, a comida que se põe em casa, a preocupação com o futuro dos filhos.
Pais um dia foram filhos e alguns também não tiveram referência de pais amáveis, cuidadores, então quando assumem este papel também não tem muitos recursos afetivos, sabem é providenciar.
O processo de libertação para uma vida melhor dos filhos que crescem com a ausência será entender esta falta em seus próprios pais e reconhecerem que de alguma maneira houve afeto, houve cuidado, e quando não, quando existe apenas a ausência, a surra, a agressividade, encarar essa agressividade na fase adulta, para tratar desse rombo, mas lidar de uma maneira que não agrida o outro e nem a si próprio.
Todos nós carregamos agressividade em nosso interior, como também carregamos coisas boas.
Jean Paul Sartre diz que o mais importante não é o que fizeram conosco, mas sim o que nós fazemos com aquilo que conosco fizeram.
O segredo dessas relações é o perdão. Se existe cura para uma vida de mais qualidade, esta se chama PERDÃO!
Enquanto nos escondemos atrás de mágoas e dores emocionais, ficamos travados lá atrás e não progredimos em direção ao nosso futuro.
Se desmembrarmos a palavra perdão, ela é uma grande perda. Eu abro mão do direito que tenho de ficar bravo, triste, com raiva, em nome de um bem estar.
Quem ganha mais sempre é o lado que doa, que libera o perdão.
Termino este artigo transcrevendo um poema que está ao final do livro - de um poeta ameríndeo:
a pedra não tem necessidade nem do sol nem da água para viver;
as plantas têm necessidade da água, da terra, do sol e das pedras para existir;
os animais têm necessidade necessidade das plantas, das pedras, da água, do sol e da terra para substituir;
os homens têm necessidade dos animais, das plantas, das pedras, da terra e do sol para sobreviver; o homem é portanto o mais dependente de todos os seres.

AS 7 FOBIAS MAIS COMUNS

Claustrofobia: medo de lugares fechados, como elevadores, túneis, ambientes pouco ventilados e até mesmo equipamentos de tomografia e ressonância magnética;

2 - Agorafobia: medo de espaços abertos e cheios de gente, como estádios, shopping centers e locais de shows;

3 - Glossofobia: medo de falar em público;

4 - Hipsiofobia: medo de altura;

5 - Amaxofobia: medo de andar de carro;

6 - Hidrofobia: medo de água, de entrar em piscinas e nadar no mar;

7 - Eritrofobia: medo de sangue.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SE CHOREI OU SE SORRI O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI.


Entender a emoção não é tarefa fácil, mas vamos tentar.

Como sabemos que estamos emocionados? Invariavelmente pelas sensações e movimentos que nosso corpo produz: dor de barriga, um “frio no estômago”, chorar, rir sem parar, taquicardia, tremer, desmaiar, perder a voz, ficar “branco que nem cera” ou “vermelho de raiva...”.

No estudo etimológico da palavra descobrimos que emoção se origina de duas outras palavras do latim – ex movere – que significam em movimento. Faz sentido? Se nosso corpo se movimenta quando nos emocionamos, então faz sentido!

Mas por quê a Psicologia se preocupa com as emoções? Estudar o comportamento humano é o objetivo maior da Psicologia e entender porque nos emocionamos e de maneira a emoção influencia nosso comportamento, faz parte desse objetivo.

Muitos estudiosos, anteriores ao século XX já se preocupavam com a emoção e seus efeitos sobre o comportamento humano. Desde a Grécia Antiga e até meados do século XIX, filósofos e psicólogos acreditavam que as emoções eram instintos básicos que deveriam ser controlados sob pena do homem ter sua capacidade de pensar seriamente afetada. No século XX, as investigações produzidas sobre a emoção nos levaram a um outro olhar e entendimento. Os cientistas despertaram para o fato de que se emocionar, mas compreender e estar consciente de suas emoções era uma qualidade que permitia ao ser humano desenvolver a capacidade de melhor se relacionar no e com o mundo.

Além disso, com o auxílio dos desenvolvimentos tecnológicos, pesquisadores estão descobrindo que a emoção influi diretamente no nosso sistema imunológico, na nossa saúde – o mal do século XXI, o stress é de origem fundamentalmente emocional – é o resultado da incapacidade de lidar coma as emoções; aliás, esta capacidade, foi definida como uma das múltiplas inteligências do ser humano (inteligência emocional), pelo psicólogo americano Howard Gardner (1999).

Charles Darwin (1872) deu início a uma investigação, com a qual pretendia identificar as emoções básicas “universais”, de origem biológica. Este trabalho foi seqüenciado pelo Psicólogo Carrol Izard que conseguiu identificar dez emoções distintas, dentre as quais a tristeza, o interesse, o desgosto e a alegria.

* Roberto e Erasmo Carlos

Bem, tantas pesquisas acabaram por originar três correntes para a teoria da emoção:

A teoria JAMES-LANGE (1880) – desenvolvida pelos psicólogos William James (USA) e Carl Lange (Dinamarca) esta teoria acredita que a emoção é uma alteração fisiológica provocada por estímulos do ambiente, transmitida pela percepção sensorial.
A teoria CANNON-BARD (1920) – desenvolvida por William Cannon e Phillip Bard afirma que as alterações fisiológicas que levam a emoção ocorrem simultaneamente a percepção de estímulos do meio ambiente.
A teoria COGNITIVISTA (década de1960) surgiu a partir das pesquisas sobre a inteligência e conhecimento (cognição) e postula que a emoção dependerá da percepção que o homem tem sobre determinada situação, isto é, dependerá de como entendemos, compreendemos determinada situação.
Freud (1910)- um dos grandes pensadores do século XX - amplia o conceito de emoção para o de afeto e demonstra através da Psicanálise que o que registramos em nossa psiqué são as representações afetivas vinculadas às experiências emocionais.

Um dos teóricos mais estudados atualmente, o psicólogo e médico francês Henri Wallon ,(1879-1962) iniciou suas pesquisas com crianças lesadas neurologicamente e elaborou uma teoria da emoção. Para ele, a emoção tem dupla origem – é tanto biológica quanto social e o que ela garante é a sobrevivência da espécie humana. Ou seja, a emoção tem uma característica bastante peculiar – ela é contagiante! Que adulto consegue ficar imune ao choro de um bebê? Este caráter contagiante da emoção leva o ser humano a cuidar de sua prole e assim a garantir a sobrevivência da espécie; É na convivência com o Outro e com o Grupo Social que aprendemos a identificar, nomear e lidar com nossas emoções.

O trabalho e a escola são duas áreas de ação do ser humano, desencadeadoras de emoções por excelência, no entanto até meados do século XX a emoção era totalmente descartada de seus domínios por influencia do pensamento cartesiano.

Hoje, o conceito de inteligência emocional introduzido por Daniel Goleman, com base nos estudos de Howard Gardner tem sido amplamente abordado e desenvolvido nas empresas por profissionais de recursos humanos; assim como a teoria da emoção de Henri Wallon tem sido profundamente estudada por educadores e psicólogos escolares com o objetivo de melhor entender o processo ensino-aprendizagem.

Achou difícil entender tudo isso? Mas, cá entre nós, o assunto é contagiante não é mesmo?!

Segue em anexo um breve texto* do filósofo inglês Bertrand Russel (1872/1970) que poderá ajudar ou complicar... Deixe se emocionar!

* texto escrito com o Português de Portugal.

A (Má-) Emoção Controlada Pela Razão

Há a idéia de que quando se concede à razão inteira liberdade ela destrói todas as emoções profundas. Esta opinião parece-me devida a uma concepção inteiramente errada da função da razão na vida humana. Não é objetivo da razão gerar emoções, embora possa ser parte da sua função descobrir os meios de impedir que tais emoções sejam um obstáculo ao bem-estar. Descobrir os meios de diminuir o ódio e a inveja é sem dúvida parte da função da psicologia racional. Mas é um erro supor que diminuindo essas paixões, diminuiremos ao mesmo tempo a intensidade das paixões que a razão não condena.

No amor apaixonado, na afeição dos pais, na amizade, na benevolência, na devoção às ciências ou às artes, nada há que a razão deseje diminuir. O homem racional, quando sente essas emoções, ficará contente por as sentir e nada deve fazer para diminuir a sua intensidade, pois todas elas fazem parte da verdadeira vida, isto é, da vida cujo objetivo é a felicidade, a própria e a dos outros.

Nada há de irracional nas paixões como paixões e muitas pessoas irracionais sentem somente as paixões mais triviais. Ninguém deve recear que ao optar pela razão torne triste a vida. Ao contrário, pois a razão consiste, em geral, na harmonia interior; o homem que a realiza sente-se mais livre na contemplação do mundo e no emprego da sua energia para conseguir os seus propósitos exteriores, do que o homem que é continuamente embaraçado por conflitos íntimos. Nada é tão deprimente como estar fechado em si mesmo, nada é tão consolador como ter a sua atenção e a sua energia dirigidas para o mundo exterior.

Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade’.

Regina Célia de Souza

VOCE SABE QUAIS SÃO AS CINCO EMOÇÕES BÁSICAS DO SER HUMANO E COMO FUNCIONAM ?

A princípio temos 5 emoções básicas : AMOR, MEDO, ALEGRIA, TRISTEZA e RAIVA.
È muito importante termos o com conhecimento de que para uma emoção acontecer deve haver um estímulo. Este estímulo desencadeia a emoção referente que por sua vez terá um tipo de expressão no ambiente, trazendo uma conseqüência positiva ou negativa para o indivíduo .

Estímulo ------ Emoção ------- Expressão ------- Comportamento ----- Conseqüências
( Resultados)

Tendo noção deste processo fica mais fácil entender como as emoções influenciam em nossos relacionamentos e no nosso ambiente( familiar, social, trabalho).

Estímulo : O estímulo que desencadeia a emoção pode ser de qualquer natureza. E o mais importante é lembrarmos que até nosso PENSAMENTO pode funcionar como estímulo, ao produzir determinadas imagens mentais.
Daí a importância de termos certo controle sobre nossos pensamentos, pois sendo ou não reais, vão estimular e produzir emoções. Até mesmo "fantasias", imaginação, desencadeiam emoções.
Portanto, este estímulo pode ser real ou imaginário.
Uma característica que nos leva a ficar atentos sobre o que produzimos em nossos pensamentos.
Ex: Uma pessoa pode imaginar que um colega de trabalho está falando mal dela para a chefia. Isto desencadeia uma emoção de raiva, tristeza e medo. Consideradas as mais intensas e de maior dificuldade de controle. Diante destas emoções um determinado comportamento vai se instalar como expressão destas.
Este comportamento vai variar de acordo com a intensidade destas emoções e de acordo com a característica da pessoa tendo uma conseqüência em seu ambiente de trabalho ( poderá ficar agressivo, gritar, se isolar, pedir demissão, perseguir, dialogar, tentar conversar, etc)
Emoção : As emoções independem da nossa vontade. Não temos controle sobre elas em si. Podemos controlar a sua expressão, mas nunca deixar de sentir cada uma delas, isso seria impossível e prejudicial ao ser humano.
A raiva e o medo são consideradas as mais intensas e as de maior dificuldade de controle em sua expressão.
Ao mesmo tempo que são consideradas importantes para nossa sobrevivência, podem nos trazer sérias conseqüências diante do outro e de nós mesmos.
A maior difficuldade da sociedade moderna hoje em dia é sobre o controle destas emoções , já que podem gerar comportamentos agressivos e incontroláveis.
Tanto que temos o código penal para nos proteger das possíveis expressões destas emoções.
Daí a importância de se trabalhar muito bem estas emoções na questão do auto conhecimento e do auto controle.
São fundamentais para proporcionar relacionamentos de qualidade.

Expressão emocional : Considerada a fase do processo onde temos mais probabilidade de controle. Entender o funcionamento do processo emocional é ter maior capacidade e habilidade de controlar-se.
Esta expressão vai desencadear comportamentos que serão aprovados ou não pela sociedade em geral e por nós mesmos.
É esta expressão emocional que vai determinar uma outra emoção secundária; A CULPA.
Se nos expressamos com comportamentos que terão conseqüências positivas tudo fica bem, mas se o comportamento nos traz consequ~encias negativas , a culpa pode acontecer.

Comportamento : Pode -se dizer que é a parte visível das emoções. Quando julgamos alguém, nos referimos ao comportamento e dificilmente à emoção propriamente dita.
O comportamento é que vai determinar a imagem que o outro tem de mim mesma.
É através deles que formamos conceitos e nos relacionamos.

Conseqüências : As conseqüências do nosso comportamento podem ser positivas ou negativas , dependendo da aprovação social e da nossa própria sensação de tranqüilidade ou intranqüilidade diante de tal expressão.
A conseqüência de um comportamento ta diretamente ligada ao grau de satisfação existente.
São estas conseqüências que nos darão a indicação de caminhos com resultados adequados ou não, nos dando possibilidade de auto avaliação.


Penso que para iniciar um bom entendimento sobre nossas emoções este é o primeiro conhecimento importante de se ter.
Há algum tempo atrás as emoções eram tidas como alguma coisa muito subjetiva, abstratas. Hoje já se tem com muita precisão as correlações com substâncias cerebrais( neurotransmissores e hormônios), onde a neurociência nos traz informações importantes para se entender este processo.

POR:
Tânia Regina O.
Psicóloga da Administração Pública

SOMENTE EXISTE O AGORA

Você já vivenciou, realizou, pensou ou sentiu alguma coisa fora do Agora? Acha que conseguirá algum dia? É possível alguma coisa acontecer ou ser fora do Agora? A resposta é óbvia.

Nada jamais aconteceu no passado, aconteceu no Agora. Nada jamais irá acontece no futuro, acontecerá no Agora. O que consideramos como passado é um traço da memória, armazenado na mente, de um Agora anterior. Quando lembramos do passado, reativamos um traço da memória e fazermos isto agora.

O futuro é um Agora imaginado, uma projeção da mente. Quando o futuro acontece, acontece como o Agora.Quando pensamos sobre o futuro, fazemos no Agora. Obviamente o passado e o futuro não tem realidade própria. Do mesmo modo como a Lua não tem luz própria e apenas reflete a luz do sol, o passado e o futuro são apenas reflexos pálidos da luz, do poder e da realidade do eterno presente. A realidade deles é “emprestada” do Agora.

A essência dessa informações não podem ser compreendidas pela mente. No momento em que captamos a essência, ocorre uma mudança na consciência, que passa a desviar o foco da mente para o SER, do tempo para a presença.De repente, tudo parece vivo, irradia energia, emana do SER

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O PORQUE DE NOSSOS SENTIMENTOS?

Argos de Arruda Pinto

Por que existem os nossos sentimentos? Nossas emoções? Por que somos seres racionais e emocionais e não apenas racionais?
A resposta a estas perguntas, embora poderá - inicialmente - soar estranha e aparentemente sem sentido ao leitor, me parece estar relacionada com um dos mais poderosos instintos inerentes ao ser humano: a sobrevivência de sua espécie.

O conceito de "sobrevivência", entretanto, deve ser mais amplo do que se supõe quando se refere a nós, seres humanos, pois comer, beber, dormir e procriar não bastam. É como se extrapolássemos estes quatro requisitos básicos para sobrevivermos. Precisamos de mais... E este mais está ligado ao nosso bem estar físico e mental, felicidade e satisfação.

Sentimentos e emoções são em grande número em nossas mentes; eles afetam nossos corpos, nosso comportamento, as nossas vidas. Não há espaço aqui para explicar um a um com base na sobrevivência de nossa espécie como animal. Darei exemplos de alguns. Importante realçar também o caráter "estatístico" deste artigo, no sentido em que estarei falando de características de populações. As características de um indivíduo pode representar uma tendência em toda uma população, uma maioria, onde as exceções não importam. Quando eu falar de algum sentimento ou emoção, o leitor deverá pensar em termos amplos, gerais. Por exemplo: se digo que o amor é o elo de ligação mais importante entre pais e filhos e que sem ele a raça humana já estaria extinta, excluo os poucos casos onde os filhos foram abandonados ao nascer ou quando criança.

A Teoria da Evolução de Darwin sempre fora mal explicada e mal vista por muita gente. No começo do século XX, aqui no Brasil, era proibido falar nela nas escolas; havia preconceito em todos os países mas entre os cientistas ela simplesmente só evoluiu desde a sua concepção no século XIX. Isto criou um abismo entre os conhecimentos da Ciência nesta área e tudo aquilo que as pessoas comuns pensam e imaginam sobre como os seres vivos se modificam, se adaptam, sobrevivem, etc. E tudo isto se relaciona apenas com os corpos desses seres; imagine quanta ignorância existe quando se entra na correspondência entre evolução e mente.

Os seres vivos mais complexos do planeta, aves e principalemnte mamíferos, possuem cérebros altamente complexos e adaptados para conseguirem sobreviver aos estímulos negativos, destrutivos do meio ambiente. Insetos, peixes e répteis nascem em um estágio de maturidade o suficiente para se locomoverem e explorarem o mundo exterior; fora isto, o número de filhotes é grande o bastante para nem todos serem devorados pelos predadores. A coisa é diferente com os mamíferos: poucos filhotes e frágeis, necessitando-se de uma longa jornada de aprendizagem sobre seu ambiente, para um dia enfrentarem sozinhos os perigos deste mesmo ambiente e procriarem. Aí que entram as emoções. Algumas são básicas e compartilhamos com seres menos complexos: o medo e a agressividade. O medo é importante pois é um sinal de alerta, de algum perigo no meio; quem sobreviveria se não tivesse medo de nada? É necessário a existência de agressividade porque nada pode ser só passivo; enfrentar algum perigo, uma ameaça, requer também respostas passando, às vezes, pela agressividade. Em especial nos seres humanos, a natureza foi "caprichosa" no aspecto emocional: sentimos alegria, tristeza, ódio, paixão, culpa, satisfação, amor, afeto, temos fé, esperança, etc.

Temos a capacidade de procurar sexo mesmo sem a intenção de procriar. Procuramos porque gostamos, porque faz bem, porque nos satisfaz. Chegamos ao ponto de nos deliciar com um prato só para nos satisfazer mesmo sem estar com fome, ou seja, sem a necessidade momentânea de sobrevivência; por puro prazer. Procuramos coisas como viajar, sair, encontrar alguém de quem gostamos, nos divertir, porque faz parte do nosso lazer, do nosso bem estar. A palavra "gostar" está sempre presente; os sentimentos estão sempre presentes.

Existe o trabalho... Ele deve ser entendido como uma atividade inerente ao ser humano, seja qual for o seu modo ou finalidade: do homem de duzentos mil anos atrás ao perseguir uma presa durante horas, ao homem de hoje em um escritório repleto de aparelhos eletrônicos a ajudá-lo em seu dia a dia, tudo é trabalho. Tudo o que for uma atividade a implicar em geração de bens ou realização de uma tarefa imprescindível à nossa sobrevivência, mesmo que indiretamente. É o caso, este último, das sociedades que se modernizaram e o fruto do trabalho passou a ser algo "simbólico", o dinheiro, onde através dele conseguimos o que precisamos. Existiria o trabalho para nós se não gostássemos? Se não gostássemos ou se não sentíssemos nada com os seus frutos? Não existe somente o ato de trabalhar; sentimentos e emoções, conquistas que nos levam a satisfações extremamente benéficas a nós estão em jogo.

Quero dizer que vivemos procurando atividades, conquistas, coisas que nos fazem bem, para a nossa felicidade e bem estar. Se ora não conseguimos temos outras chances, temos nosso amor próprio e continuamos a viver, a procurar. Temos fé, esperança, sonhamos.
E os sentimentos negativos, as emoções violentas e negativas? Veja, nenhum sistema adaptativo como o cérebro, que visa o comando de um corpo para se perpetuar junto a ele, irá responder somente de modo positivo, no sentido de sentimentos positivos, em um meio ambiente onde os estímulos exteriores são positivos e negativos também. Ninguém gostará de um inimigo!
Para se capturar um animal faz-se necessário uma boa dose de agressividade e nós utilizamos recursos muitas vezes cruéis onde, se fôssemos parar para pensar, não comeríamos sequer um pequeno peixe do mar! Pode-se imaginar o quanto as nossas sociedades cresceram e se desenvolveram às custas de muitas mortes ou exploração, onde nossos ancestrais utilizaram e muito da capacidade humana de destruição para com os inimigos. E destruir envolve muita coisa de negativo.

Este é o universo da mente. Interessante salientar o papel da consciência em todos esses processos. Por exemplo: temos consciência de que o sexo é bom; então o procuramos, como disse anteriormente, sem a intenção de procriar. E também procuramos de forma consciente para deixarmos descendentes... A consciência é que talvez nos leve a transpor àquilo que eu disse a respeito de comer, beber, dormir e procriar: seres conscientes buscam estas coisas de maneira "automática", intuitiva. Mas procuram também para usá-las como fonte de prazer e satisfação; procriar seria exceção mas o sexo em si não; e procuram outras, como em um nível mais alto de atividade sistêmica, como o lazer, atividades prazeirosas, etc., para se sentirem bem. O sexo sem interesse de gerar filhos é talvez o ponto mais alto nessa "escala".

A consciência, indo mais longe, precisa necessariamente de, no mínimo, dois suportes emocionais para se perpetuar; duas forças poderosíssimas: a fé e o amor próprio. Que espécie de seres conscientes conseguiria a perpetuação se não acreditassem em si mesmos? No seu trabalho, na sua luta diária? Ou, como na maioria dos habitantes do planeta, em algo divino para se apoiarem? Nem levantariam da cama! E que sistema poderia também sobreviver se não gostasse de si próprio? O que adianta um corpo forte em uma mente fraca? Talvez chegamos a um fato universal: qualquer ser consciente no cosmos terá este tipo de característica. Talvez não exista nada somente racional.

Este artigo pode dar a impressão de que refere à nossa civilização ocidental, consumista, desejosa de prazeres, poder e dinheiro; não é isso. Ele se refere àquilo que os seres humanos possuem em sua natureza íntima, de básico em suas mentes onde se criou todas as culturas e civilizações até hoje. Umas foram mais pacíficas que outras; algumas foram mais mercantilistas, enquanto outras se preocuparam com a tecnologia e produção industrial. Mas a sobrevivência do homem se deu até hoje com a combinação de um lado racional com outro emocional. E sobrevivência para o ser humano engloba, além de sua natureza racional, tudo o que proporciona satisfação, felicidade, prazer, conquistas, etc. "Estados" correlacionados com nossas emoções e sentimentos. Retire tudo isto dos humanos e verá a nossa espécie desaparecer.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

REFLEXÃO DO GLOBO REPORTER SOBRE EMOÇÕES

Diante do perigo o organismo se prepara adequadamente possibilitando a fuga e consequentimente preservando a vida, esse tipo de reação é uma emoção inata. No caso do documentário podemos observar que na luta pela sobrevivencia um rapaz conseguiu nadar uma grande distancia em alto mar e resistir todos perigos presentes, até encontrar socorro, tudo isso movido pelo medo inato.
Uma outra situação de medo, porém programado e não inato, foi o paraquedista , percebe-se que foi uma situação premeditada e houve uma preparação antes da aventura, claro que o medo existiu! porém um medo programado.
Outro fato importante, foi o rapaz que na emoção do afeto, numa tentativa de conquista, alugou o helicoptero e jogou flores na casa da pretendida, numa demonstração de amor onde a emoção presente é o afeto.
Diante das situações abordadas podemos perceber que as emoções tem uma reação tanto psicológicas como física no ser humano.

EDUCAÇÃO DAS EMOÇÕES - POR PROFº FABIANO

Última aula do curso: Comunicação e Educação das Emoções. Empatia e Competência Emocional para melhorar a Comunicação Interpessoal.